Tamanho da Fonte Jornal da Comunidade 22/06/2009 às 10:11
Depois de muita especulação, o Taguaparque sai do papel. Com 89 hectares, o equivalente a cerca de 107 gramados do Maracanã, a primeira etapa do parque de Taguatinga já está aberta aos moradores. O secretário de Administração de Parques e Unidades de Conservação (Comparques), professor Ênio Dutra, começou a trabalhar no projeto em 2007. “Quando o governador assumiu o mandato, colocou em sua campanha a implantação do parque. Outro ponto a favor foi a vinda da sede do GDF para Taguatinga, conhecida hoje como Buritinga”, destaca o professor.
No dia 6 de junho o governador participou da cerimônia de inauguração. A estrutura do parque conta com três estacionamentos, cinco quadras de futebol de areia e cinco de vôlei de praia, três conjuntos com aparelhos de ginástica, circuitos inteligentes, playground para as crianças, churrasqueiras, dentre outros itens.
O GDF investiu R$ 13,4 milhões nessa primeira etapa do projeto, buscando a sustentabilidade. Para a próxima etapa está previsto o Centro Cultural e Anfiteatro Natural, um teatro ao ar livre que difundirá a cultura no parque. Além de ciclovias e pista de caminhada.
Valorização
Taguatinga ganhou o parque ao
completar 51 anos, mas a vitória também é comemorada pelos moradores de
Vicente Pires, que por muito tempo reivindicaram a criação desse
espaço. Outra boa nova é que os imóveis da região serão valorizados.
“Quem não quer morar perto de um parque?”, questiona o professor.
Fabrício Garzon, diretor da MGarzon Empreendimentos, diz que
Taguatinga é uma cidade consolidada. Por ter poucas ofertas de
terrenos, os empreendimentos lançados na região têm boa valorização. “O
morador de Taguatinga é muito fiel. Tudo que é lançado vende muito
bem”, conta Fabrício. Ele aposta na valorização dos imóveis pelo fato
de as cidades não terem muita área verde. “Os imóveis mais valorizados
hoje são aqueles próximos aos parques. Além de dar uma atenção
especial, espero desenvolver grandes projetos próximo ao Taguaparque”,
completa Fabrício.
Gilvânia Nunes, moradora de Vicente Pires, ressalta que
Taguatinga precisava de uma área de lazer. “Uma cidade com tanta
movimentação requer um parque. E para Vicente Pires, que está começando
agora, o parque vai trazer valorização e qualidade de vida para os
moradores”, aposta. Gilvânia, que comprou sua casa há oito anos,
acredita que o imóvel valorize devido à proximidade com o parque, já
que lazer é um atrativo para os compradores da residência.
Gilvânia é nutricionista e caminha quatro quilômetros de segunda
a sexta-feira. Antes da construção do Taguaparque ela utilizava o
espaço do condomínio onde mora. Agora passou a fazer seus exercícios no
parque. “Só o que me preocupa nos parques de Brasília é a segurança.
Tem de haver segurança para que os moradores caminhem tranquilos”,
afirma.
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