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Como evitar lesões ao praticar exercícios no verão

Rafael Munerato, cardiologista do Laboratório Pasteur, é quem dá as orientações

Tamanho da Fonte     Gabriel Valério  Redação Mais Comunidade 27/01/2014 às 12:13

As férias de verão costumam ser um período propício para cuidar da saúde e para praticar exercícios físicos. Mas é preciso ter cuidado e saber evitar lesões. É o alerta de Rafael Munerato, cardiologista do Laboratório Pasteur, em Brasília.


O médico relata que uma das atividades típicas dos veranistas é a corrida, considerado um esporte barato, saudável, que pode ser praticado por quase todas as pessoas e à beira da praia. Mas, da mesma forma com que cresce o número de adeptos a este esporte, cresce o número de pessoas nos consultórios médicos, em especial dos ortopedistas, para diagnóstico e tratamento das lesões ocorridas com a prática da corrida.


O Dr. Rafael descreve que, entre as lesões encontradas, as mais comuns são a fascííte plantar, “canelite” ou reações de estresse, lesões de cartilagem e meniscais e tendinopatias diversas. “Algumas destas lesões podem ser evitadas quando o exercício é feito de forma correta, com o acompanhamento de um profissional de educação física, com tênis adequados e sem exageros. Por isso a importância de se procurar um profissional capacitado antes de iniciar qualquer atividade”, afirma.


Além destas orientações, o especialista reforça que é importante procurar um médico assim que começar a sentir dor, pois muitas lesões podem ser diagnosticadas precocemente, por meio dos métodos de imagem, evitando a progressão para casos mais graves e irreversíveis. “Com um direcionamento médico correto, a chance de os sintomas desaparecerem é grande. Por isso, o ideal é sempre buscar ajuda de um especialista, pois somente ele pode verificar a verdadeira causa da lesão e conduzir o tratamento adequado para o problema”, revela.


Dr. Rafael Munerato também sugere que, antes de uma pessoa iniciar uma atividade física, seja feita uma avaliação cardiológica e, caso necessário, um eletrocardiograma e um teste ergométrico. Estes exames podem ser solicitados ainda na casa dos 20 anos e se tornam obrigatórios após os 40, quando devem ser feitos anualmente e, basicamente, servem para avaliar o risco cardiovascular.


O especialista descreve que o eletrocardiograma é feito com o paciente deitado e o segundo, durante esforço físico programado e individualizado. O teste ergométrico, ou teste de exercício, como é preferencialmente chamado, permite a avaliação das respostas clínicas, hemodinâmicas, autonômicas, eletrocardiográfica, metabólica e, eventualmente, respiratória ao exercício, com o objetivo de detectar isquemia miocárdica, arritmias cardíacas e distúrbios hemodinâmicos induzidos pelo exercício, avaliar a capacidade funcional e condição aeróbica, entre outras.


Por fim, Dr. Rafael reforça sobre a importância da hidratação, da utilização de roupas leves e de praticar o exercício nos horários de menor calor, antes das 10h e após as 18h, além de não se esquecer da utilização do filtro solar.


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