Tamanho da Fonte Taís Callado Jornal Coletivo 02/09/2010 às 17:15
O candidato ao governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), pode receber nas próximas horas o apoio formal do candidato a governador pela coligação PSL-PTN, Newton Lins, que deve desistir de concorrer para engrossar as fileiras da chapa de Agnelo e do seu vice, deputado Tadeu Filippelli (PMDB). Assessores dos dois candidatos ainda não confirmam a informação, mas o assunto é dado como favas contadas no meio político.
O apoio de Newton Lins, segundo apurou o Coletivo, deve ser feito em um evento com a presença dos candidatos majoritários da coligação Um Novo Caminho e dos representantes da coligação PSL-PTN.
Hoje pela manhã, Agnelo e Filippelli aproveitaram a solenidade em comemoração à Semana da Pátria no pátio do Diários Associados para comentar sobre a liderança nas pesquisas. O petista acredita que o crescimento nas recentes pesquisas são um reflexo de sua campanha diária de corpo a corpo nas ruas. "Tudo isso corresponde ao que estou sentindo nas ruas. O povo além de muito receptivo está ansioso por uma mudança na cidade. A mudança de um modelo de governo feito há 14 anos que ninguém aguenta mais. E que é a destruição da qualidade de vida", garantiu.
O candidato do PT não considera que a eleição está ganha, o aumento no números de votos a favor é apenas um ânimo. "Nos anima. Agora vamos intensificar o trabalho e envolver cada vez mais o povo. Vamos resgatar a nossa cidade. Mobilizar a sociedade a colaborar conosco para tornar Brasília mais respeitada e com credibilidade. A eleição só será resolvida nas urnas no dia três de outubro", destacou Agnelo.
Questionado sobre a rejeição da candidatura do ex-governador Joaquim Roriz (PSC), Agnelo diz que isso é o resultado de uma luta do povo brasileiro. "O Tribunal está fazendo sua parte com a Lei Ficha Limpa. Esta lei é uma conquista do povo brasileira. Porque a população não aceita mais corrupção. Ele (Roriz) irá perder na justiça e nas urnas em outubro", opinou Agnelo Queiroz.
Tadeu Filippelli contou como analisa as pesquisas em período de eleição. "Quando as pesquisas estão muito boas, fico com o pé atrás e questiono, 'coloco em cheque'. Para que a equipe não se acomode achando que já ganhamos. Quando a pesquisa é ruim, dou mais credibilidade. Para assim, envolver a equipe. Sem dúvida é ótimo para a auto estima dos militantes. Mas não ganhamos", diz Filippelli.
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