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A mais bela detenta da Colmeia

Tamanho da Fonte     Da Agência Brasília  Redação Mais Comunidade 29/09/2009 às 07:05

[legenda=Detentas desfilaram em roupas casuais e de gala durante a final do concurso][credito=Foto: Roberto Rodrigues]Vinte jurados escolheram Miss Penitenciária entre 12 finalistas. Evento faz parte do programa Reconstruindo a Liberdade, que inclui também concurso de redação, poesia, cursos profissionalizantes, mutirão médico e jurídico

A rotina de 458 mulheres do Presídio Feminino do Distrito Federal, a Colmeia, mudou nesta segunda-feira (28). Doze das mais belas detentas do DF participaram da final do segundo concurso Miss Penitenciária, criado para melhorar a autoestima e ajudar na ressocialização das presas. Depois de quase duas horas de desfiles em roupa casual e de gala, e análise dos requisitos de bom comportamento, beleza e simpatia, os 20 jurados escolheram Danielle Alves da Silva, 21 anos, como Miss Penitenciária 2009.

 



Há 1 ano e nove meses cumprindo pena por roubo à mão armada, Danielle, roraimense de 1,50m e 49 kg, contou que o dia ficará marcado em sua memória. “Estou muito emocionada. Já tinha me esquecido de cuidar da aparência física, mesmo porque aqui dentro não tem espelho. Hoje vi minha imagem no espelho e percebi que sou bonita e posso trabalhar para sair e me tornar uma pessoa melhor”, disse a vencedora, emocionada.

Danielle ganhou como prêmio uma caderneta de poupança de R$ 700. Para a segunda colocada, a caderneta será de R$ 500 (2º) e de R$ 300 para o terceiro lugar. As vencedoras só poderão utilizar o dinheiro depois de cumprirem a pena ou para aplicar na educação dos filhos. O concurso também escolheu as melhores redações e poesias, que serão publicadas em livro, além de R$ R$ 500 para o primeiro lugar,R$ 300 para o segundo e R$ 200 para o terceiro.

A final do Miss Penitenciária foi realizada em um palco montado no pátio da penitenciária, assistido de perto apenas pelas finalistas. As demais detentas viram a competição do outro lado do pátio. Segundo a diretora do presídio, Deuselita Pereira Martins, uma equipe de 100 agentes penitenciários e policiais civis foi convocada para reforçar a segurança. O concurso teve 96 inscritas. As finalistas ganharam brindes e todos os adereços usados durante o desfile.

A competição faz parte do programa Reconstruindo a Liberdade, que inclui também concurso de redação, poesia, cursos profissionalizantes, mutirão médico e jurídico. O programa foi desenvolvido pelo Instituto Fraterna em parceira com a Secretaria de Justiça e Cidadania, patrocinadores e colaboradores. A presidente do Instituto Fraterna, primeira-dama do DF, Flávia Arruda, ressaltou que resultados do programa são visíveis. “Nos últimos dias elas se comportaram melhor, frequentaram a biblioteca do presídio e puderam cuidar da saúde. Acho importante ressaltar que tudo isso é bom não só para elas, mas também para a sociedade que ganha ao reintegrá-las. Aumentando a autoestima delas a gente consegue diminuir a reincidência dos crimes”, destacou a primeira dama.


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