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Polícia prende suspeitos de matar estudante da UnB

Tamanho da Fonte      Redação Mais Comunidade 05/01/2012 às 10:55

Dois homens que são acusados de terem baleado o estudante da Universidade de Brasília (UNB), Júlio César Pinto Lima, 22 anos, foram presos, às 22 horas de ontem, em Águas Lindas de Goiás. O crime ocorreu, no dia 26 de novembro do ano passado, em um estacionamento de um clube, na QSC 1, de Taguatinga, quando o rapaz saía de uma festa. A vítima chegou a ser socorrida e ficou internada, durante um mês, no Hospital de Base de Brasília (HBB), mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O carro do rapaz ainda não foi encontrado pela polícia.

Segundo o delegado-chefe da 12ªDP (Taguatinga Centro), Moisés Martins, os acusados foram identificados como:  Francisco das Chagas Fonseca, 25 anos, e Luã Gonçalves Dias, 21 anos. Eles teriam abordado Júlio César para roubar o veículo do estudante. Durante o assalto, a vítima acabou alvejada na região do pescoço. “Quem atirou no estudante foi o Francisco, mas o comparsa dele não evitou o crime e roubou o carro da vítima com o amigo”,  conta o delegado.

A polícia desvendou o caso depois que dois amigos do estudante, que foram testemunhas do crime, mostraram algumas fotos tiradas, durante a festa, para os agentes. Ao apurarem o caso, os investigadores descobriram que os dois acusados pagaram R$90 para entrar no evento e que tinham aparecido em uma das fotografias tiradas pelos amigos da vítima. A foto foi mostrada a Lima, no hospital, quando ele ainda estava vivo, e o jovem teria apontado os dois homens como autores do roubo e do disparo de arma de fogo. “A imagens deles foram divulgadas na  mídia e devido a  publicação recebemos algumas denuncias anônimas que informaram quem eram os acusados”, explica Moisés. De posse das informações, os policiais descobriram a identidade da dupla e o endereço deles. Um mandados de prisão preventiva foi liberado pela Justiça e, na noite de ontem, Francisco e Luã foram encontrados e autuados. Os homens negaram a pratica do crime, mas quando viram a fotografia deles, confessaram ter ido à festa. Os dois foram indiciados pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte). Se condenados podem pegar até 30 anos de reclusão.  


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