Tamanho da Fonte Alex Rodrigues Agência Brasil
?Algumas presas
começaram a gritar, houve um princípio de tumulto, e o corregedor
da secretaria que também estava presente no local me ligou para
relatar o que estava acontecendo. Eu então determinei que a diretora
da penitenciária pedisse para que os conselheiros deixassem as celas
e fossem para o corredor, de onde poderiam continuar a conversa com
as presas através das grades. Isso, a meu ver, não acarretaria
nenhum prejuízo para a conversa?, afirmou o secretário em
entrevista à Agência Brasil.
Surpreso com a
repercussão do ocorrido, Roncalli garantiu que os representantes das
entidades de direitos humanos podem voltar à unidade quando
desejarem.
?O Conselho sempre teve e vai continuar tendo
acesso às unidades prisionais do estado. Aliás, já no dia seguinte
eles foram a outra unidade?, disse o secretário, lamentando o
episódio.
""""""
?Reconhecemos que a penitenciária é muito antiga e tem
dificuldades devido à superlotação, como o uso de contêineres.
Mas a melhoria das condições do local e a retirada dos contêineres
fazem parte do termo de compromisso assumido com o Conselho Nacional
de Justiça?, afirmou Roncalli.
Cerca de 630 mulheres estão
presas na Penitenciária de Tucum. De acordo com Roncalli, o governo
do estado planeja começar a transferi-las para novas unidades
prisionais a partir de outubro, quando deverá ficar pronta a
primeira das duas novas penitenciárias projetadas para serem
construídas em Cariacica.
A primeira, em obras, irá abrigar
312 presas condenadas ao regime fechado. A segunda, cuja construção
o governo promete iniciar em breve, terá capacidade para 100
detentas do regime semiaberto. Além destas duas unidades, o governo
estadual tem projetos para construir, em Colatina, um centro
prisional feminino para 350 mulheres, dos regimes fechado, semiaberto
e provisório. E uma nova unidade para as presas provisórias em Vila
Velha, com capacidade para 500 detentas.
?Estamos tentando
melhorar nosso sistema prisional. Temos problemas como todos os
estados, mas, na minha opinião, temos avançado bastante e estamos
muito próximos de dar uma solução para problemas como a
superlotação. É lamentável que o Conselho se coloque desta forma
porque o estado do Espírito Santo tem se colocado à disposição
para conversar?, afirmou.
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