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Câncer de mama é o que mais mata mulheres no mundo

Com objetivo de conscientizar as mulheres sobre a importância da mamografia, que detecta o Câncer de Mama em seu estágio inicial, foi criado em 2008 o Dia Nacional da Mamografia, que é lembrado nesta quinta-feira (05)

Tamanho da Fonte     Julia Carneiro
julia.carneiro@imagemcorporativa.com.br
 Imagem Corporativa 03/02/2015 às 18:08

O câncer de mama é a principal causa mundial de morte por câncer da população feminina, principalmente na faixa entre 39 e 58 anos de idade. Cerca de 1,4 milhão de casos novos dessa neoplasia são esperados anualmente em todo o mundo, o que representa 23% de todos os tipos de câncer. No Brasil, são estimados mais de 50 mil novos casos por ano.


Segundo Dra. Juliana Dallaqua, médica radiologista do laboratório Pasteur, este tipo de câncer não possui uma causa definida, mas alguns fatores de risco são conhecidos, como o histórico familiar (mãe ou irmã com este tipo de tumor na pré-menopausa) e a presença de alterações genéticas (modificações nos genes associados à doença - BRCA1 e BRCA2). "Quanto mais cedo for diagnosticada a predisposição e a paciente iniciar o acompanhamento médico com realização de exames periódicos, mais chances ela terá de se curar", afirma.


Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que a cura do câncer de mama chega a 90% se a doença for detectada em estágio inicial. O diagnóstico precoce do câncer mamário pode ser feito pelo exame clínico das mamas, realizado por profissionais da saúde, e por exames de imagem, como a mamografia. "A mamografia ainda é o melhor exame para a detecção precoce do câncer de mama, pois permite visualizar sinais muito tênues de tumores pequenos, mesmo antes de serem palpados, com prognóstico de cura excelente", explica a médica radiologista do laboratório Pasteur, Dra. Juliana Dallaqua.


A especialista recomenda que a primeira mamografia seja feita entre os 35 e 40 anos, se não houver sintomas ou risco familiar para câncer de mama. Depois dos 40, o exame deve ser feito anualmente. "É importante guardar sempre as imagens dos exames de mamografia e levar na realização do exame seguinte para comparação e análise de possíveis mudanças, pois as glândulas mamárias variam de mulher para mulher".

 


Conhecendo a sua mama


No caso de pacientes abaixo de 40 anos, a sobrevida tende a ser menor, já que a doença costuma ser descoberta em estágios mais avançados, uma vez que estas pacientes não estão inseridas na rotina de rastreamento da doença e somente buscam auxílio médico quando o tumor já se apresenta palpável. "Para as jovens não é indicada a mamografia sem recomendação médica. Por isso, não devemos antecipar a inclusão da mamografia no cotidiano de uma mulher precocemente, caso ela não tenha histórico familiar ou alterações genéticas que justifiquem o exame", ressalta.


Por isso, Dra. Juliana ressalta a importância do autoexame o qual consiste em apalpar a mama, desde cedo. As mulheres, antes mesmo da primeira mamografia, devem ficar atentas aos sintomas do câncer de mama e, assim que um deles for percebido, procurar um médico o mais rápido possível. "É simples e importante, pois a mulher pode detectar a presença de um nódulo e depois realizar uma avaliação médica", reforça.


Os principais sinais são aparecimentos de ínguas nas axilas, modificações na forma e tamanho das mamas, saída de secreção escura ou com sangue pelo mamilo e modificações na pele, na aréola mamária ou no mamilo. "Não são todos os nódulos palpáveis na mama que representam um tumor maligno mamário. Também existem as alterações benignas, como os cistos e os fibroadenomas, que podem ser percebidos ao toque e têm evolução favorável", lembra a médica.


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