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Especialista defende maior altitude de voo em SP

Tamanho da Fonte      Agência Estado 12/07/2012 às 10:12

Os helicópteros em São Paulo voam mais baixo que no Rio, em Londres ou Nova York. Aqui, o voo acontece a 500 pés (ou 150 metros), enquanto nas outras cidades a altitude dobra, chegando a 300 metros ou mil pés. Especialistas divergem quanto à interferência da altitude na segurança de voo. Para Carlos Camacho, diretor do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), os helicópteros "podem tudo" e isso põe em risco a aviação, principalmente em grandes cidades como São Paulo.

Ontem, um helicóptero da empresa de instrução de voo Go Air caiu na Lapa, zona oeste de São Paulo, matando duas pessoas: o instrutor de voo Maílson Rocha Lopes, de 23 anos, e o aluno e também piloto Denis Frank Thomazi, de 32. "Os helicópteros têm carimbado presença nos acidentes aéreos e não é à toa. Em São Paulo, você vê heliponto a 200 metros um do outro, voando abaixo do permitido. Infelizmente, ainda não evoluímos para um uso racional dos helicópteros no Brasil", afirma.

Camacho defende não só o aumento da altitude permitida aos helicópteros. "Tem de aumentar a dos aviões comerciais também", diz. "Em São Paulo, helicóptero voa em todo lugar. Em Londres, só podem voar em áreas predeterminadas, como por cima do Rio Tâmisa."

A exemplo de Londres, São Paulo também tem suas Rotas Especiais de Helicóptero (REH), que, segundo o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), foram criadas para "evitar interferência com o tráfego de voos por instrumentos" dos aeroportos.

"Mas a responsabilidade de usar as vias e manter o afastamento de outros helicópteros é do próprio piloto. É assim em voos visuais", explica o perito em acidentes aéreos Roberto Peterka.

Controle

O tráfego de helicópteros em São Paulo ficou tão congestionado que, em 2004, a torre de controle do Aeroporto de Congonhas passou a ser a única no mundo que mantém um controlador de voo específico para helicópteros.

A área de controle abrange uma distância de cerca de dez quilômetros de diâmetro - mas, ainda assim, não é possível controlar absolutamente todos os voos da segunda maior frota do mundo, com mais de 450 aeronaves.

No Rio, o Decea aumentou a altitude de voo dos helicópteros não por causa da segurança, mas do barulho: moradores de bairros como Humaitá e Botafogo reclamavam do ruído dos helicópteros, que agora têm de voar a pelo menos mil pés (300 metros). Em alguns casos, entre a Lagoa Rodrigo de Freitas e o Cristo Redentor, a altitude estipulada é de 2,5 mil pés (cerca de 800 metros). As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.


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